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Adeus, Grêmio Padre Moacir

أرسلت بواسطة Monique Gomes في terça-feira, 2 fevereiro 201015 تعليقات

gremio

 Na  avenida principal de Ubajara, ao lado da Praça do Relógio, o Grêmio Padre Moacir é vítima da indiferença. Presumo que ele tenha sido construído na década de 60, pois não há registro da inauguração do prédio, apenas uma foto da construção publicada em 1965 na revista do cinquentenário. Extremamente católicos, os ubajarenses fundaram diversos grupos religiosos nesse período, como a Irmandade do Santíssimo Sacramento, a Associação de Adoração Contínua e Congregação Mariana, entre outros. E foi com esse calor e essa fé que eles fizeram doações, praticamente tijolo a tijolo, para a viabilidade da construção do Grêmio, que recebeu o nome do pároco dessa cidade, Padre Moacir Melo. Quando um patrimônio é conquistado através de benefícios dos fiéis, oficialmente esse bem fica sob a responsabilidade da Diocese, com sede em Tianguá. Quem responde pela Diocese é o Bispo Dom Francisco Javier Hernández Arnedo.I

 Muitos ubajarenses devem se lembrar dos eventos culturais, das peças teatrais, números musicais e inúmeras festinhas que aconteceram ali (eu já participei de vários, ora como protagonista, ora como coadjuvante, e diversas vezes como espectadora).Os mais idosos contam que ali funcionava um cinema.I

 Apesar de mal tratado pelo tempo, o Grêmio Pe. Moacir é uma das construções que tem a infraestrutura mais apropriada de palco para cinema e teatro na região. Talvez o melhor de toda a Ibiapaba. O nível da altura das cadeiras obedece a hierarquia dos cinemas, possibilitando a visualização de todos – isso parece óbvio, mas eu conheço espaços culturais na serra onde o piso é completamente plano. A parte superior também é testemunha de momentos que muitas vezes surpreenderam a plateia. Outro atrativo forte no Grêmio é a localização, que torna o acesso fácil para a população assistir a um espetáculo, além de ser um convite para os turistas.I

I 2010. Qualquer semelhança com o filme ‘Avatar’ não será mera coincidência.I

 Toda a história de vida do Grêmio, o que ele foi e o que poderia ser, acaba de ser abortada. A Diocese, na pessoa do Bispo Dom Javier, vendeu o imóvel para um empresário, dono de uma revenda de motos. Duzentos mil reais foi o valor pago por um patrimônio que não tem preço. Os ubajarenses não foram consultados antes da negociação, mas então, se houvesse um plebiscito, o que você responderia?I  

A oferta da venda foi feita para algum ubajarense? Como comprar o que já é nosso por direito?I

O Bispo foi matéria no Jornal Diário do Nordeste, quando negociou a venda de 11 lotes ( a preço de 50 mil ) da Trilha Ecológica do Bosque da Diocese. Sem comentários.I

 Na edição 22 do Jornal O Senhor da Canoa, informativo do nosso querido Edmundo Macedo, com data de 23 de junho de 2001, página 14, eu publiquei um artigo sobre Turismo e qualidade de vida, onde abordei a importância do planejamento no turismo e postei uma série de sugestões, como a reforma da ‘praça do relógio’ para transformá-la numa espécie de cartão postal marketeiro. No centro dela teria uma gruta, linkada para o bondinho descendo. A rua entre o Grêmio e a pracinha seria fechada para formar um calçadão e o Grêmio seria a sede dos eventos culturais no município. Não é possível pensar em desenvolvimento sem antes investir em educação.I  

 Conversei com uma funcionária pública, católica, e ela me disse que achava isso tudo um absurdo, é totalmente contra a atitude do Bispo. Em outra entrevista, uma comerciante, também católica, viu a venda do Grêmio como algo positivo, porque agora ele seria restaurado e a cidade ficaria mais bonita. E você, o que pensa sobre isso?I

 

 

moniqueAdeus, Grêmio Padre Moacir, por Monique Gomes, formada em Turismo e Hotelaria pela Universidade Vale do Acaraú, estudante de marketing e publicidade, cursando Letras pela Universidade da Paraíba, Jornalista, Editora do site Folha Ubajarense.I

15 تعليقات »

  • Rebeca Alcântara said:

    Foi com imenso pesar que recebi a notícia da venda de um dos ícones do nosso patrimônio; e maior é o meu pesar quando vejo que – mais uma vez – o povo de Ubajara se curva e sucumbe a toda e qualquer tomada de decisão que o destua e o diminua cada vez mais. Fazer comunicados para distribuir entre a população não vai resolver nada.
    Nota de repúdio não vai adiantar nada….enquanto Ubajara não sair do seu “berço esplêndido” e ir à luta – literalmente – a história e a vida da nossa cidade vai-se indo serra abaixo.
    A Folha Ubajarense é um excelente instrumento, a rádio local é um excelente instrumento, mas não tem maiores repercussões.
    É preciso chamar a imprensa, fazer barulho, muito barulho.
    Isso é igual a futebol: quem não faz gol, LEVA.

  • Fernando César said:

    Realmente é lamentável que um ícone patrimonial, cultural e religioso da nossa cidade seja assim vendido como se fosse banana, mas não condeno a atitude do vendedor nem do comprador. Devem existir em Ubajara cidadãos com autoridade suficiente para que essa negociação não tivesse sido realizada, a não ser que debaixo dos panos tenha angariado alguma comissão, ai sim fechado os olhos para esse “desmatamento” urbano cultural/religioso. Vale ressaltar que o cidadão comprador é um grande empreendedor e empresário, podendo com isso gerar empregos diretos e indiretos em nossa cidade. É esperar para ver, aconselho a todos que admiram o Grêmio Pe. Moacir Melo registrarem fotos do prédio para que futuras gerações possam saber que aqui existiu um local construído com muita fé e participação dos munícipes.

  • Vigevando Araújo de Sousa said:

    Embora considerando uma decisão arbitrária tomada pelo Bispo Dom Xavier, pois não preparou os paroquianos para tal venda, o que foi impactante para os cidadãos da paróquia. Mas sou contrário a manifestações movidas pela simples emotividade. Considero mais sensato analisar o que o próprio Bispo tem a dizer. Pelo tempo em que conheço o Dom Xavier, considero um homem sensato, inteligente e sobretudo prudente em suas ações. Com certeza ele tem uma justificativa ao que o cidadão ubajarense almeja. Acredito que as coisas vão se esclarecer com o tempo. E que toda essa fumaça vai passar. A crítica que faço é que a paróquia deve procurar assistir melhor os seus fiéis no que concerne aos projetos sociais. O que não concordo é com a venda do Grêmio para empresários com fins lucrativos, ao invés de vender para fins sociais e culturais da cidade. Mas é sempre bom aguardarmos o pronunciamento do Excelentíssimo Bispo sobre o assunto, para nós católicos termos uma opinião mais fundamentada.

  • Pedro Henrique said:

    Considero o principal ilícito da situação o fato da venda ter sido feita sem a consulta dos principais interessados no prédio, ou seja, os paroquianos ubajarenses. Entretanto o grêmio há decadas encontra-se praticamente abandonado; não há no imóvel quaisquer obras de manutenção e conservação, e isto realmente é lamentável, uma vez que o lugar possui toda uma estrutura básica voltada à realização de eventos culturais.

    Lamento muito a venda do Grêmio de Ubajara, não tanto por ter se perdido um patrimônio relevante à história da nossa cidade, mas sim por ter se acabado de vez (espero estar equivocado) a esperança de um dia vez o prédio restaurado e apto a encher de cultura e entretenimento os corações de todos os ubajarenses.

  • Socorro Sousa said:

    ´E triste vermos um patrimônio antigo ser vendido ou se i lá, seja o que for, é preciso que as pessoas questionem isso, vá às ruas comente com seus moradores. Qual é o Motivo e a justificativa para vender? Se hoje a cultura Brasileira presa tanto um patrimônio antigo na Cidade..
    O que o Grêmio de Ubajara representa para cidade? O que representa para cada Ubajarense?
    Eu lamento muito…

  • Jomar Campos said:

    Fortaleza, 07.02.2010

    Estimada Monique

    Acabo de tomar conhecimento de um dos fatos mais revoltantes da história recente de Ubajara, cidade que adoro com amor filial: a venda do Grêmio Padre Moacir. Aliás, notícias deprimentes sobre a nossa cidade, não são mais novidade. Depois que acabaram com o nosso Carnaval, com a nossa sociedade, com as nossas Festas Juninas e com o nosso “Réveillon” (que era o Baile do Aniversário de Ubajara”, nada mais admira.
    O que revolta, no caso do Grêmio0. é que não custou um único centavo de Diocese, que nem existia; trata-se de uma iniciativa do Monsenhor Tarcísio Melo, para homenagear o seu grande antecessor, Padre Moacir Melo Cavalcante, e que custou cada tostão e cada gota de suor do povo católico da cidade, envolvendo crianças, jovens, adultos e idosos. Ali, ocorreram os mais importantes eventos políticos em nível estadual, espetáculos de arte, seminários culturais, e outros eventos, por ser o equipamento mais apropriado pêra esses fins.
    Agora, é a vez de saber ainda existem homens de fibra e de amor pela cidade, a começar pelos donos do poder, empresários e lideranças de classe e políticas. O Grêmio é um Patrimônio que já deveria ter sido tombado, no seu quase meio século de existência. Mas, para isso, seria necessário que tivéssemos vereadores capazes de saber o que significa isso. Se não houver uma ampla reação de toda a comunidade, não será novidade se, em alguns dias, alguém “vender” também o Ginásio Coberto Regional, a sede do Banco do Brasil e a sede da Ematerce e o clube da AABB. Aí, a cidade que já foi a mais avançada da Ibiapaba, já poderá requisitar o seu direito de voltar a ser distrito de Ibiapina…
    Monique, peço-lhe que me desculpe; na minha total indignação, posso estar cometendo excessos, mas não é para menos. Mas é doloroso ver ameaçada de ser transformada numa bodega uma obra que custou o sacrifício e o empenho de três gerações de ubajarenses, inclusive, e de cheio, a minha.

    José Maria Fernandes (Jomar Campos)
    Jornalista e ubajarense

  • Herbert Pessoa Lobo said:

    Olá amigos ubajarenses, apesar de não ser ubajarense de nascimento sinto-me um filho da terra do senhor da canoa, pois além de ter raízes familiares em Ubajara passei anos inesquecíveis de minha vida por aí. Como esquecer o Silver Center, a discoteca do Evange aos domingos, as festas no clube e no ginásio coberto – com destaque para as festas do Havaí e das Flores – promovidas pelo saudoso Prof. Raimundo – dos passeios no Rio das Minas, Cafundo, Boi Morto, as primeiras namoradinhos, os primeiros porres e etc… Feita essa pequena introdução sinto-me um pouco mais à vontade para opinar.
    Tal qual a maioria dos que comentaram a notícia lamento a venda do Grêmio Padre Moacir e, a irreversibilidade do fato.
    É bem verdade que o Grêmio, do ponto de vista monumental/material, não tem grande relevância. Entretanto, ele tem um valor muito maior. Um valor afetivo. Muitas passagens marcantes para a vida dos ubajarenses se deram naquele espaço. Aquele espaço é rico de significado para o povo local, para os que lá vivenciaram passagens importantes de suas vidas.
    Numa cidade e região (Ibiapaba) ainda tal carente de espaços culturais, o Grêmio bem que poderia abrigar um teatro ou cinema. Essa constatação chama atenção para outro fato. Porque o poder público, os comerciantes locais, uma ONG ou associação, não se mobilizou para dar algum uso ao espaço que há pelo menos umas duas décadas estava praticamente ou totalmente abandonado.
    Que o acontecido sirva para mexer com o brio cidadão do ubajarense.
    Herbert Pessoa Lobo

  • valmir fernandes said:

    SOU FILHO DE UBAJARA E VIVI TEMPOS DE CRIANÇA FANTASIADO PELA EXISTENCIA DESTE GREMIO E O QUE NELE OCORRIA EM TERMOS CULTURAIS.
    AGORA, ESSE BISPO É MESMO UM PASPALHÃO; SERÁ QUE ELE ACHA QUE É O TODO PODEROSO AÍ NA SERRA, EM ESPECIAL UBAJARA?
    É MELHOR CONSULTAR O LIMITE DE PODERES QUE ESTA FIGURA POSSUI.
    ANTIGAMENTE(ACREDITO QUE TENHA MUDADO), QUEM MANDAVA NAS CIDADES ERA; O PREFEITO, O DELEGADO, O JUIZ E O VIGÁRIO.
    MORO EM BRASILIA A 34 ANOS, MAS AQUÍ NÃO TEM DISTO NÃO.
    OCORRE COISAS MAIORES, COMO DO CONHECIMENTO DO BRASIL, MAS PADRE AQUÍ NÃO TEM MUITA VEZ, NEM APITA MUITO.MANDE-O PARA CÁ,ENSINAREMOS O CAMINHO DO CÉU.

    UM ABRAÇO A TODOS

  • Sebastião Filho said:

    A descentralização do comércio em Ubajara fica mais difícil a cada ação irresponsável dos não ubajarenses. Rica em história e cultura vê se transformar em ruínas, não só prédios ou monumentos históricos, mas a educação e herança cultural de um povo que, com as próprias mãos, a fez.
    Tive minha parte histórico-cultural envolvida diretamente ao Grêmio, pois lá, além de ter participado do grupo de escoteiro que lá se reuniam semanalmente, participei muitas vezes de eventos culturais como a saudosa Semana Cultural do Colégio Governador Waldemar Alcântara. Lá também foi onde assisti à minha primeira peça teatral, Quem Matou Maria Helena, de Claudio Simões, e Luzia Homem, de Domingos Olimpio, encenada por um grupo teatral de Sobral.
    A idéia de crescimento municipal não é má, o que me deixa ir contra a venda do Grêmio é o fato que para o crescimento acontecer, não precisa “derrubar” os patrimônios histórico-culturais para construir outros comerciais. Existem terrenos baldios pela cidade inteira, terrenos que poderiam ser estrategicamente vendidos para esses promovedores do crescimento promovendo também a descentralização.Se ao contrário, não sairemos do lugar. Mas se continuar assim o que sobrará? Te cuida Igreja Matriz! Avisa ai pro teu vizinho Lions Clube.

  • Jean Roberto said:

    Fato lástimável a venda do Gremio Pe. Moacir Melo, nossa cidade tão carente de espaço dedicado aos jóvens perde mais um. Com todo respeito ao nosso bispo não consigo entender a venda do patrimônio cultulral da cidade para fins comerciais, será que a igreja está entrando na era da globalização e passou a comecializar seus imóveis?Qual beneficio será revertido para nossa cidade com a venda do Gremio? Com a palavra Eminênte Sr. Dom Xavier.

  • socorro mousinho said:

    fiquei desolada com a venda do gremio pe moacir melo…obra construida pelos nossos irmãos ubajarenses…que uniram-se bravamente para erguer aquele histórico prédio….ainda guardava dentro do meu coração a esperança de que o gremio pudesse um dia ser legalmente tombado pela administração local para se transformar num cenario de cultura e lazer para nossos filhos e netos…infelizmente fomos tomados pela surpresa e a venda fria de nosso querido gremio padre moacir, que descansará na memoria de todos os ubajarenses como “UM JÁ FOI DE NOSSA CIDADE” ATÉ O PADRE MOACIR NO SEU DESCANSO ETERNO,SENTIRÁ GRANDE TRISTEZA QUANDO DA DEMOLIÇÃO DE NOSSO GREMIONÃO QUERO ESTAR AQUI PARA PRESENCIAR FATO TÃO DEPRIMENTE.

  • Daniel Pabblo said:

    Recordo-me quando criança as atividades culturais que presenciava no Grêmio Padre Moacir. É uma vergonha para o Prefeito, para o padre atual e para os que se dizem empresários deixarem acontecer uma barbárie dessas. Um Patrimônio ser acabado assim. Gente abram o olho e lutem pelos seus direitos. Não tenho mais intenção de voltar a essa terra. Tenho vergonha desse povinho que se aproveita do suor dos pobres. Obrigado

  • Garcia Araujo said:

    Mesmo não estando morando em Ubajara acho a decisão desse senhor Excelentissimo Bispo Dom Xavier”, uma decisão arbitrária, insana e sem princípios, no qual tal decisão estar sendo tomada com fins financeiros. Tal decisão, para ser tomada, tendo em vista que o nosso Grêmio – chamo nosso porque tive uma infância totalmente formada dentro deste prédio, no qual participei de peças teatrais qdo estudante, assisti filmes, participei de vários eventos e fui membro do Grupo Escoteiro de alí existiu – deveria ter sido informada as nossos empresários Ubajarenses, à população e ao nossa Paróquia para que houvesse uma forma de não mudarem os princípios e finalidades para qual existe o Grêmio.
    Acredito que o povo Ubajarense não concorda com tal ato, mas que podem ser esclarecidas, já que não se pode mais voltar atrás, pois como diz o ditado..”não adiantar chorar pelo leite derramado..”

    Fico triste em saber de tal fato e não ter condições de fazer algo para mudar a situação que foi formada.

  • erilene said:

    nao sei pra que tava servindo o gremio so vivia fechado achei bom a venda e as tansformaçoes do gremio,a biblia fala que nos nao podemos juntar tesoros na terra e sim busca primeiramente o reino do ceu e sua justiça

  • Francisco Maurício Fernandes said:

    Mesmo não estando morando em ubajara fico triste em saber da venda deste patrimonio cultural da minha terranatal me emociona em relembrar das Reuniões dos Escoteiros da qual fazia parte as gincanas culturais entre outros eventos é triste ver a cultura desta cidade maravilhosa morrer

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