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Ubajarense relembra histórias

أرسلت بواسطة Monique Gomes في sexta-feira, 21 agosto 2009لا تعليقات
S. Assis
S. Assis

Ubajara. O Técnico em Eletrônica Francisco de Assis Lima Pereira, 56 anos e dono de uma sabedoria que lhe concedeu o título de “lenda viva” pelo amigo Edmundo Macedo, tem um grande acervo de histórias pra contar sobre os antepassados. Ele lembra de fatos como o das correspondências que eram levadas de Ubajara a Fortaleza pelo ubajarense José Delmiro, que fazia o percurso à pé.

Entretanto, no meio de tantas histórias, uma aventura que mobilizou a participação de 4 ubajarenses com a exploração da Gruta de Ubajara foi um fato mantido em segredo.

Essa história começa no ano de 1965 com um índio que vivia por essas bandas conhecido como Raimundo Cangula, filho adotivo de Francisco Antônio, a que todos chamavam ‘Chico Mungango’. Cangula contava que um enorme pássaro atravessava o caminho entre a Gruta de Ubajara e a Gruta de Sete Cidades, no Piauí. Segundo Assis, havia testemunhas que disseram ter ouvido por diversas vezes um barulho no céu como se fosse o movimento das asas do pássaro gigante batendo contra o vento, mas este jamais foi visto.

Nessa época, o jovem Assis, até então com 12 anos, coroinha da Igreja São José, era intrigado com o enome buraco que havia no chão onde atualmente está localizado o altar da igreja. Com uma abertura de aproximadamente um metro e meio de diâmetro e uma profundidade incalculável, o buraco mais parecia um túnel, comenta ele. Não demorou para que a cidade toda acreditasse que aquela era uma passagem secreta para a casa do Padre.

Alimentados com as histórias que o índio contava e movidos pela curiosidade, Francisco de Assis, Macilon Macedo, Antônio Fernandes e Raimundo Cangula muniram-se de luminárias conhecidas como ‘petromax’ e saíram em busca de explorar a Gruta no estilo Indiana Jones. O percurso durou quatro horas e meia. O grupo atravessou três lagoas no interior da gruta e por diversas vezes as luminárias foram reabastecidas para garantir luz em meio à escuridão. Depois de uma longa caminhada, não havia mais as estalactites e estalagmites característica das salas que todos conhecem, conta Assis. O caminho era feito por um túnel formado com pedras toscas e passagens muito estreitas. A exploração só foi terminada quando o grupo adentrou em um ambiente que notoriamente se consumou no fim da missão: um túnel que seguia para o lado de cima, no teto, que foi identificado por eles como o buraco misterioso da Igreja.

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