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FILOSOFIA – Citação de Chauí

أرسلت بواسطة Monique Gomes في segunda-feira, 14 junho 2010تعليق واحد

Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil,I

 Se não se deixar guiar pela submissão às idéias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil, I

 Se buscar compreender a significação do mundo, da cultura, da história for útil, I

 Se conhecer o sentido das criações humanas nas artes, nas ciências e na política for útil, I

 Se dar a cada um de nós e à nossa sociedade os meios para serem conscientes de si e de suas ações numa prática que deseja a liberdade e a felicidade para todos for útil… então podemos dizer que a Filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.I

 

 

Marilena Chaui
Marilena de Sousa Chaui é uma filósofa e historiadora de filosofia brasileira. Professora de Filosofia Política e História da Filosofia Moderna da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.I

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  • Alex Cunha said:

    Entre alunos de filosofia há a mania de achar que Marilena Chauí é a “mulher da filosofia” e José Giannotti o “homem da filosofia”.

    ”Homem” e “mulher”, nesses casos, aparecem como sinônimos de “o cara”.

    Mas está na hora dos estudantes reverem seus conceitos.

    É sabido o quanto o “filósofo brasileiro” José Arthur Giannotti foi incapaz de criticar Fernando Henrique Cardoso. Violento com muitos, Giannotti sempre foi adocicado com FHC, mesmo quando este lhe tratou como um cão. FHC não deu um sinal de apoio a Giannotti quando este saiu do Conselho Nacional de Educação gritando contra a Uniban. E olha que, naquela época, Giannotti até tinha razão.

    Recentemente, quando o governo Lula se enfiou em corrupções, em uma crise que se amplia e se estende, Giannotti tratou de parar de fazer análises políticas para começar uma gritaria pessoal nos jornais. Incapaz de avaliar como filósofo a crise, passou a dizer na imprensa: “Viram como eu estava certo?”. As frases nada mais eram que mágoa — afinal, o PT nunca lhe deu crédito. E, como sabemos agora, ser abençoado por Lula e por Zé Dirceu era tão importante para Giannotti quanto ter sido desprezado por Fernando Henrique. Isso é possível de concluir, uma vez que a reação do velho professor pareceu apenas ser a de um garoto que queria chamar a atenção.

    Mas a crise atual parece que não levou somente Giannotti para debaixo do tapete. Agora é a vez de Marilena Chauí. Sim, é a vez Marilena Chauí abandonar a definitiva batina de “filósofa brasileira”.

    Em fala reproduzida ao jornal O Globo, a velha professora apareceu sem qualquer capacidade crítica, irreconhecível. Pasme, leitor, mas o que você vai ler é da boca de Marilena: “Na época eu dizia que o nosso presidencialismo é uma aberração, com partidos fragmentados, sem distribuição clara, sem representatividade, e que nenhum presidente tem maioria no Congresso. Sempre soubemos como se obtém apoio e votos. Então, sem reforma política, a aliança se impôs. O PT não era criticado por ser um partido arcaico, por não fazer alianças? Pois bem, aí está a aliança — ironizou, para enfim fazer a defesa do PT, salientando que seu verdadeiro projeto foi ofuscado por uma posição equivocada de estratégia governamental”.

    Ela tinha o direito de dizer que já sabia de tudo, que as análises dela intuiam o que ia acontecer? Ela tinha o direito de querer ser sarcástica? Não! Demorou muito para falar, e quando falou fez o que Giannotti fazia com FHC, senão pior.

    Mas vejam mais: “Os intelectuais estão em silêncio, mas está cheio de ideólogo tagarela… Muita gente prefere que o intelectual vocifere sua revolta e todos vão para casa tranqüilos. Mais importante que a revolta, entretanto, é a virtude, no sentido de se compreender a adversidade para transformá-la em algo produtivo. Podíamos ficar horas aqui abrindo um leque enorme de motivos de indignação, os mais diversos e até opostos, mas o intelectual às vezes tem que preferir o silêncio se o quadro ainda não está claro. Sim, estou indignada, mas confesso que ainda não compreendo bem a natureza da minha indignação e os fatos em si. Por isso não tenho escrito sobre o assunto nem dado entrevistas”.

    Ela chama os que falam e reclamam não de pessoas críticas, não de intelectuais que diante da decepção têm o direito de colocar sua cobrança, mas de “ideólogos tagarelas”. Então, podemos concluir que sua análise, sempre apressada, no passado, era apenas a voz de uma “ideóloga tagarela”? Afinal, quando da época do Plano Cruzado, Marilena e outros não esperaram nem quatro horas para se manifestarem, dizendo que aquilo era um engodo. E foi a única vez que realmente aumentamos o consumo de carne. A mesma coisa fez na época do Plano Real, do qual agora usufruímos, pois ainda mantemos a inflação baixa, segundo a estratégia daquela época. Naquele momento, no entanto, o cérebro dela era veloz e a língua, solta. Ela, então, nada mais era que uma “ideóloga tagarela”. Agora está amadurecendo. Antes tarde do que nunca. Mas não quer perder a pose. Quer ainda falar como quem vai apresentar, daqui a pouco, a “visão final”.

    Intelectuais como Marilena Chauí e José Arthur Giannotti não são mais intelectuais, se é que um dia foram. Sucumbiram a uma coisa fantasticamente simples: a vaidade. Não conseguem dizer “eu errei”. Giannotti começou a gritar “acertei, acertei por ter sido um bajulador de FHC”. Marilena, de modo semelhante, chamou de “ideólogo tagarela” aqueles que não são covardes nem possuem rabo preso e falaram decididos contra práticas que são inadmissíveis. E pior que tudo, na fala de Marilena, há ainda a insinuação de que no Brasil “é assim mesmo” em eleição. Alguém que foi professor da Universidade de São Paulo, de filosofia, poderia falar tal coisa, tão simplória e resignada? Creio que não.

    Está na hora dos estudantes de filosofia reverem seus ídolos. Esse pessoal da “velha guarda” é igualzinho a seus mentores. FHC deu um Giannotti. Lula, uma Marilena. Isso não nos serve mais.

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