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Crônica sobre o tempo e outras coisas, por Monique Gomes

أرسلت بواسطة Monique Gomes في quinta-feira, 30 setembro 20103 تعليقات

Hoje bateu uma saudade de quando eu escrevia crônicas. Todos – ou quase todos os meus sucessos e desventuras eram registrados com fidelidade nos posts do meu antigo blog. Um dos que mais caiu na graça dos internautas foi Barrada na Caixa Econômica”. Republicado aqui no Jornal, é uma crônica onde relato o pânico e a tortura psicológica dos quais padeço ao entrar nessa instituição.I

Eu poderia escrever sobre as eleições, afinal esse processo democrático está prestes a acontecer, ou então falar das minhas primeiras experiências como educadora, ou da quantidade exorbitante de lombadas que tem na cidade de Ibiapina, mas tudo, absolutamente tudo é uma questão de tempo. O tempo, essa coisa que passa enquanto fazemos algo e respiramos. Apenas vinte e quatro horas por dia – subtraindo aquelas horas de sono que são sagradas e ao mesmo tempo inúteis.I

Ser mulher não é fácil. Como se não bastasse conciliar dois empregos, um por necessidade e outro por paixão, as mulheres da minha geração precisam arrumar tempo para administrar a casa, manter o cabelo arrumado e ainda fazer depilação.I

E para completar essa nêura contemporânea, fui contemplada com a maravilhosa e única oportunidade de fazer parte da turma pioneira que ingressou em uma universidade federal na modalidade virtual, ou seja, antes mesmo que as universidades possam se adaptar para o sistema online como deveria ser, a turma dos pioneiros (leia-se ‘corajosos’) se aventura em busca de um curso de habilitação em Letras cursando seis disciplinas de uma só vez. Imagine que cada disciplina é um site, e dentro de cada site existe diversos links com dúzias de atividades e arquivos em pdf para você ler.I

Como canta Maria Rita, “só quem ardeu na fogueira sabe o que é ser carvão”. Esse aí é o calcanhar de Aquiles. Não posso negar que o ambiente virtual é um modelo educacional revolucionário (para quem quer mesmo estudar), mas o ponto fraco dessa modalidade é que o corpo docente é constituído por pessoas que estudaram em espaços físicos reais, ou seja, eles não sabem o que é ser carvão. Quando chegar o dia em que esses formandos sofredores, no qual eu me incluo, concluir os estudos e quem sabe fazer parte do corpo docente do ambiente virtual, muitas almas serão salvas. Sim, porque quem já foi carvão sabiamente irá dosar a queima do fogo, chama que incendeia com maior intensidade quando é chegado o tempo do estágio supervisionado. Isso quer dizer que quem tem dois empregos, cuida da casa, da família, do cabelo e faz depilação, ainda tem que arrumar tempo para assistir aulas de português, fazer planejamentos, dar aulas com supervisão do professor e preencher uma infinidade de relatórios – sem esquecer, é claro, de ler os arquivos e fazer as atividades das outras disciplinas. O universitário virtual deveria ser canonizado quando morresse.I

Mas, mudando de assunto, coisa que a gente só pode fazer com maestria nas crônicas, um comentário publicado aqui no Jornal me surpreendeu e por causa disso eu me propus a escrever hoje. Aliás, são muitos os comentários que me surpreendem. Na matéria Esgoto a céu aberto é queixa entre moradores, um leitor anônimo deixou a seguinte mensagem:I

NAO SE SABE O Q FQZER PARA O POVO DE UBAJARA, SE TÁ DE UMA MANEIRA ELES QUEREM DE OUTRA SE COLOCAR DA MANEIRA QUE ELES QUEREM ELES TABEM ACHAM RUIM.ESSE POVO É MUITO MAL AGRADECIDO.SENHOR ARI VASCONCELOS É UM BOM PREFEITO E NAO GOSTO DE QUEM FALA MAL DELE.ELE FOI UM DOS MELHORES PREFEITOS AQUI DE UBAJARA,ELE JA FEZ MUITA COISA AQUI NA CIDADE E SE DEUS QUIZER ELE VAI CONTINUAR FAZENDO.EU TO DO LADO DELE E NUNCA VOU ESTAR CONTRA.
HÁÁÁÁÁÁÁÁ PARABÉNS MONIQUE PELO SEU ÓTIMO TRABALHO CONTINUE ASSIM!!!!!!!!!!
I

Durante a leitura desse comentário veemente as minhas expectativas eram de que o leitor jogasse uma granada em cima do jornal e a surpresa causada pela última frase refletiu em mim a certeza de estar fazendo um bom trabalho. É uma satisfação poder perceber que o leitor conhece a seriedade do jornal. O Folha Ubajarense não trabalha para o mal… A proposta é informar, conscientizar, dialogar, trocar ideias. Um jornal tem um cunho social e revolucionário muito forte, por isso muitas vezes a melhor pauta é aquela que tem o conteúdo inacabado, que precisa da mobilização da sociedade ou do poder público para ser concretizado. É bom que os leitores entendam que o Folha não tem obrigação de publicar as obras que a Prefeitura realiza porque isso é inviável. O editor de jornal vive de publicidade, não dá pra distribuir publicidade gratuitamente para uma empresa de grande porte. Não é assim que a coisa funciona.I

Bom, vou ficando por aqui porque o ponteiro já avançou demais.I

 

 

 

 


Crônica sobre o tempo e outras coisas
, por Monique Gomes,  Jornalista socioambiental pela DW Akademie, formada em Turismo e Hotelaria pela UVA, estudante de Letras com hab. em Português pela UFPB, repórter fotográfica, redatora e Editora do Jornal Folha Ubajarense.I

3 تعليقات »

  • sueli said:

    Espero que na minha próxima e breve encarnação Deus seja mais compassivo e me dê a chance de vir no sexo masculino,pois ser mulher,mesmo estando no sec. 21 é carregar a cruz que Jesus deixou.
    Vc Monique é mais uma de calos nos ombros,mas vamos até o fim,que assim seja!

  • Monique said:

    Amiga e você ainda não viu nada. Espera só ter uma filha adolescente e você vai precisar respirar fundo, contar até 10 e ainda tomar um balde de chá de camomila kkkk

  • ANÔNIMO said:

    É,NA MINHA OPINIAO ESSA PESSOA NAO QUIS JOGAR GRANADA NENHUMA EM CIMA DO JORNAL,AO CONTRARIO ELE ESTA APENAS COMENTANDO O JEITO OU QUERER DOS UBAJARENSES,ELES PENSAM QUE GOVERNAR UM MUNICIPIO É COISA FÁCIL.SIMPLESMENTE ISSO.E UMA VERDADE ELE OU ELA FALOU VC ESTÁ FAZENDO UM ÓTIMO TRABALHO ISSO NINGUEM PODE NEGAR!

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