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A emancipação social da mulher, por Vigevando Araújo

أرسلت بواسطة Monique Gomes في quarta-feira, 9 março 20113 تعليقات

Assumir uma postura sociológica mediante a problemática da submissão da mulher ao homem seria, no entanto, provocar um espaço para a reflexão a respeito dos papéis sociais de homens e mulheres na sociedade brasileira.  E iremos perceber que esses papéis não é algo estático, normal ou natural, mas é fruto de um processo sócio-histórico e culturalmente construído. A desnaturalização do que parece óbvio é uma meta a ser seguida nessa proposta sociológica. Para tanto, faz-se necessário, a compreensão e a importância do estudo da sociologia para uma reflexão mais universal da realidade que nos envolve.I

Afinal, vivemos numa sociedade patriarcalista ou matriarcalista? Existe alguma sociedade no mundo que seja matriarcalista? Existe alguma cultura ou tribo em que as mulheres são educadas a ser briguentas e duras enquanto os homens são educados a ser mais sensíveis e mais frágeis do que as mulheres? Nessa cultura ou tribo quem seria o chefe ou a chefe da família? O homem ou a mulher? Todas essas perguntas tem uma resposta e tem como finalidade a reflexão de que os papéis sociais de homens e mulheres não são fixos e estáticos.I

Nesse sentido, podemos refletir que o preconceito com relação às mulheres vem de maneira sutil pela própria linguagem que é própria do inconsciente coletivo, como representação que o pensamento elabora da realidade. Isto é, à medida que o pensamento abstrai e representa através do som e da escrita o objeto ou sujeito representado pela inteligência, esse também revela preconceitos. O que nos conduz a perceber que tal preconceito contra a mulher foi algo histórico sócio-culturalmente construído. Um exemplo disso é quando utilizamos artigos, substantivos, pronomes masculinos para designar os dois gêneros, o masculino prevalecendo sempre sobre o feminino. Em outro exemplo, encontramos no termo “Homem” para designar o sentido genérico de humanidade. Esse é um exemplo clássico de como aprendemos a ser preconceituosos pela linguagem.I

Compreendo o preconceito como ausência de conceito e de fundamentação consistente. Por isso, penso que o grande salto para o processo emancipatório da mulher na sociedade, foi sem dúvida o estudo. Antes de 1879 as mulheres eram proibidas de freqüentar a uma universidade brasileira, e mesmo depois dessa data encontravam dificuldades em exercer sua profissão, consequentemente conquistou o direito de votar em 1932 e trabalhar de forma mais efetiva. Enfim, as mulheres estão dominando o mundo, pela força, inteligência, perspicácia, competência e reticências, pois todos os adjetivos são poucos para falar de um ser tão especial.I

.

 

A emancipação da mulher, por Vigevando Araújo, Graduado em Filosofia pela UVA. Graduação incompleta em Teologia pelo Instituto Teológico Pastoral do Ceará-ITEP e Pós-Graduado em Psicopedagogia Institucional pela Universidade Regional do Cariri-URCA. Professor das Escolas Flávio Ribeiro Lima e Ênio Braga de Carvalho

3 تعليقات »

  • Vigevando said:

    SUGESTÃO DE QUESTÕES PARA ENQUETE:
    1. O que são papéis sociais?
    2. Pesquise se existe alguma sociedade matriarcal? Dê exemplos do estilo de vida da família matriarcal.
    3. Coloque seu ponto de vista geral a respeito do texto

  • Monique Gomes (author) said:

    Um pensador incentivando os leitores a pensar. Estamos aguardando respostas

  • Dayane Rodrigues said:

    É notório também Vigevando, que muitas mulheres alimentam esse preconceito quando se submetem às ordens de seus parceiros. E isso advém em grande maioria por parte daquelas que não possui certo nível de escolaridade ou nível algum.
    O fato é que como você mesmo mencionou nós mulheres estamos dominando o mundo, pela força, inteligência, perspicácia e competência, é pena que mediante a todas essas comprovações o salário feminino permanece sendo um dos mais baixos se comparado ao masculino e isso é puro pre-com-cei-to.
    Você como sempre, está de parabéns!!! Nos surpreendendo com textos riquíssimos e tão bem contextualizados.

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