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Agressão moral: um mal que precisa ser banido – por Monique Gomes

أرسلت بواسطة Monique Gomes في quinta-feira, 6 outubro 20116 تعليقات

Nelson Mandela, principal ator na luta contra a segregação racial

Palavras, atos ou gestos repetitivos que causam danos à integridade física ou moral do outro são considerados assédio ou agressão moral, um fenômeno psicológico que está presente não apenas nos relacionamentos pessoais, mas em ambientes de trabalho nas relações entre patrão/empregado.I

Muitos homens e mulheres que sofrem esse tipo de agressão no relacionamento amoroso não se dão conta do problema pois, ao longo do tempo, a vítima passa a acreditar veementemente que é inferior. Ela segrega. Sucumbe às palavras discriminatórias e humilhantes. As consequências são várias, como sofrimento, baixa autoestima, depressão, etc.I

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Insegurança, inveja do sucesso do outro, ciúmes. São vários os motivos que levam o companheiro a maltratar psicologicamente o outro. Geralmente são palavras que, segundo relatos, machucam muito mais que a própria agressão física, pelo fato de provocar um profundo abalo emocional.I

Fato semelhante de segregação aconteceu com os negros. Segregação racial. Quando um branco entrava em um ônibus lotado, o negro que estava sentado era silenciosamente obrigado a ceder o lugar. Esse movimento se chamava Apartheid. Isso aconteceu durante muito tempo porque eles realmente aceitaram os argumentos absurdos de que eram inferiores aos brancos. Até que um dia um deles resolveu se libertar dessa crença e lutou para abrir os olhos de outros e fazê-los enxergar o quanto aquilo era injusto, desumano, humilhante.I

No ambiente profissional os efeitos da agressão moral são bem semelhantes, com exceção de algumas particularidades. Quando de fato ela ocorre no local de trabalho, provavelmente haverá o entrave da hierarquia social que deveria existir apenas para organização administrativa da empresa, nunca como abuso de poder. As consequências são catastróficas e comprometem totalmente a qualidade de vida dos colaboradores, que se enquadram no rol dos oprimidos, bem como a qualidade do trabalho, com a perda da motivação.I

As relações interpessoais, tão importantes para a convivência saudável dos colaboradores e crescimento da empresa, deveriam ser melhor trabalhadas em nível de palestras ou cursos de capacitação. Existem locais de trabalho onde os conflitos são constantes, gerados por conversas paralelas ou fofocas feitas por pessoas maliciosas que têm prazer em censurar a atitude do colega.I

Certamente, muitos conflitos acontecem porque o ser humano é repleto de imperfeições. Ciúmes, inveja, complexos de inferioridade ou superioridade, vaidade excessiva, arrogância, mediocridade, enfim, todos têm que conviver com os próprios fantasmas e lidar com o fantasma dos outros, mas, sobretudo, deveria prevalecer o respeito mútuo e o profissionalismo.I

 Sem ofensa as mulheres, mas o sexo feminino tem decepcionado no quesito relacionamento interpessoal – pelo menos no mundo corporativo. Mulheres deveriam ser parceiras, acima de qualquer coisa. Uma vez que compartilham as mesmas dores e alegrias, conhecem a dor de uma cólica menstrual, a dor do parto, a alegria de conceber uma vida, a dificuldade de administrar casa, trabalho e família, enfim, mulheres deveriam ser cúmplices na vida porque têm mais semelhanças que diferenças. Mas falta a empatia. Por quê?I

 Nós, humanos, deveríamos dedicar mais tempo a observar os animais. As formigas trabalham em um sistema de coletividade. Cada uma segue a fila carregando o que pode – muitas nem parecem ter a capacidade para carregar tamanho peso porque estão dando o melhor de si, são comprometidas com a labuta. Até que a ciência prove que no ambiente de trabalho das formigas existem aquelas que fazem ‘fuxico’ ou traem a confiança da outra, elas serão infinitamente melhores que nós…I

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Agressão Moral: um mal que precisa ser banido, por Monique Gomes – Jornalista socioambiental pela DW Akademie que precisa urgentemente trocar essa foto, formada em Turismo e Hotelaria pela UVA, estudante de Letras com hab. em Português pela UFPB, estudante de jornalismo científico online, repórter fotográfica, redatora e Editora do Jornal Folha Ubajarense

6 تعليقات »

  • MATHEUS MOUSINHO said:

    Prezada Monique

    É impossível ler este artigo de opinião e se abster de postar um comentário acerca do assunto mencionado, de forma brilhante, pela sua pessoa. O mesmo é de uma riqueza exorbitante que se manifesta, desde a forma como as palavras são dispostas até o requinte utilizado para tratar de uma mazela tão horrorosa que assola um grande contingente de pessoas em todas as formas de relacionamento, inclusive, aquelas oriundas de natureza profissional. É lamentável que tão precioso artigo não seja imensamente visitado e comentado como outros que são postos em seu site. PARABÉNS é a palavra que resume, humildemente, o que fora escrito por você. Matheus Mousinho

  • EDUARDO ANDRADE said:

    É PRECISO BANIR DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, GESTORES QUE SE UTILIZAM DO CARGO PARA PERSEGUIR FUNCIONÁRIOS. O ASSÉDIO MORAL É COIBIDO POR LEI, AQUELE SERVIDOR QUE SE SENTIR ASSEDIADO MORALMENTE POR SEU SUPERIOR OU COLEGA DE TRABALHO PODERÁ INTENTAR A AÇÃO COMPETENTE JUNTO AO JUDICIÁRIO. NO CASO EM TELA, O JUIZ COMPETENTE É DA JUSTIÇA DO TRABALHO. CONTUDO, OS QUE ENSEJARAM AÇÕES CRIMINAIS, SERÁ COMPETENTE O JUIZO DE DIREITO DESTA COMARCA DE UBAJARA.

  • Monique Gomes (author) said:

    Obrigada, Matheus. Eu entendo que muita gente lê, mas não comenta por algum motivo. O feedback é extremamente importante porque transmite a opinião do leitor sobre a ideia exposta no artigo, mas o segredo mesmo para quem gosta de escrever como eu é não criar expectativas com o feedback, não depender do feedback para alimentar o ego, pois muitas pessoas dependeram disso quando começaram a desenvolver seus blogs e foi murchando até abandonar o projeto, porque a expectativa de ter dezenas de comentários era maior que o amor pelas palavras. Por isso, quando o feedback vem sem ao menos se esperar, a alegria é natural, obrigada por dedicar alguns segundos do seu tempo para transmitir sua opinião.

  • Vigevando said:

    Meu avô sempre costuma dizer que um homem é mais amigo de outro homem de que uma mulher e de outra mulher. Será que a as ciências psicológicas teriam alguma explicação para isso?

  • viviane said:

    As mulheres estão sempre competindo umas com as outras, daí não se entenderem. Além de terem sofrido séculos e séculos de discriminação, até na Bíblia isto é muito claro. A mulher é estimulada a ser submissa e assumir os cargos menos complexos (cuidar dos filhos e da casa). Ainda bem que tudo está mudando, e há esperanças de dias melhores. Algumas pessoas cultivam o sentimento de inveja pelos demais e pioram a cada dia, tornando-se hostis. No entanto, todas elas tem seu preço e acabam de uma forma ou de outra se corrompendo. Kd a rádio do Sr. Silvério?? O que houve com aquele senhor tão eloquente, que esbravejava contra tudo e contra todos?? Todos tem seu preço.

  • Doutor said:

    Governo do Ceará prepara defesa contra ação civil impetrada pelo Piauí, que disputa áreas de divisa com o Estado

    Sobral. O presidente da Comissão de Triagem e Elaboração de Projetos e Criação de Novos Municípios da Assembleia Legislativa do Ceará, deputado Neto Nunes (PMDB), se reuniu com o procurador-geral do Estado, Fernando Oliveira, para colaborar, em nome da AL-CE, com a formulação da defesa à ação civil ordinária impetrada pelo Governo do Piauí junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), com o intuito de agregar perímetros cearenses ao seu território.

    Segundo Neto Nunes, os piauienses reivindicam cerca de três mil quilômetros (cerca de 280 mil hectares) de áreas hoje pertencentes ao Ceará. Elas são consideradas atualmente em zona de litígio. A região mais afetada é a Serra da Ibiapaba. O deputado revela que o processo começou a tramitar em 24 de agosto passado, no STF e, até então, era pacífico o diálogo entre os dois Estado para definir os limites interestaduais, inclusive com visitas de parlamentares cearenses no Estado do Piauí.

    Por conta do consenso em tratar o assunto de forma não judicial, Neto Nunes manifestou surpresa com a postura do Governo do Piauí. “Querem pegar esse pedaço de terra sem respeitar os costumes e a cultura das pessoas”, lamenta o deputado Neto Nunes.

    Segundo o deputado, como trata-se de agregação de área, seria necessária a realização de plebiscito. Assim, a população decidiria se prefere pertencer ao Ceará ou ao Piauí. “Não podemos calar diante disso. É preciso que revejamos isso, que nos unamos e ouçamos o povo”, frisa.

    Neto Nunes defende que essas definições levem em consideração os aspectos culturais dos moradores dessas áreas. Ele propôs que fosse tentado um acordo com os Estados vizinhos. Para tanto, recomendou que fossem feitas visitas às Assembleias Legislativas desses Estados. “A definição das linhas das divisas estaduais é importante para a elaboração de um Atlas com os limites dos Municípios cearenses, que pretendemos concluir até o fim do ano que vem”, informa.

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