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Club FM entrevista Monsenhor Tarcísio

أرسلت بواسطة في quinta-feira, 17 setembro 200911 تعليقات

padreDurante a entrevista transmitida pela Rádio Club FM, Monsenhor Francisco Tarcísio Melo, há 50 anos se dedicando a paróquia de Ubajara, fala da sua trajetória de vida, da história do município, das prinicipais mudanças na sociedade, sobre as transformações da Igreja Católica e ainda ressalta a importância da imprensa nos meios de comunicação como rádio e jornal para assegurar a identidade e a história de um lugar.I

 Tomas Filho – É com muita honra que estamos recebendo aqui no estúdio da Club Fm ele, que dedicou a vida na Igreja Católica no município. Uma pessoa com inteligência ímpar, que estudou muito, leu muitos livros para chegar onde chegou, e que tem a sapiência e a experiência refletidas em seus cabelos brancos que nos remetem a um respeito fundamental de uma pessoa que tem em sua raíz a religiosidade cristã inserida no seu coração e principalmente na maneira de repassar esses ensinamentos. Monsenhor Tarcísio, seja bem-vindo a Club FM 87,9.I

Monsenhor – Boa tarde, Tomas. É com muita alegria que eu ouço as suas palavras. A rádio penetra com muita facilidade em todos os lares. Muitas são domésticas, donas de casa fazendo seu trabalho, todos têm o seu radiozinho ligado para ouvir a parte informativa que a rádio traz para todos os ouvintes. E agora, em comemoração aos 94 anos de município, podemos lembrar de alguns fatos. Posso confessar a todos vocês que eu quero muito bem a Ubajara. Eu sou filho de Ibiapina, a cidade vizinha, e em maio de 2010 estarei completando 50 anos que cheguei aqui em Ubajara. Meio século que estou aqui com vocês. Assim que cheguei uma imagem me marcou muito, ali na frente da casa paroquial, era domingo, dia do bom pastor, não havia muitos carros, mas uma carreata, muitas pessoas de bicicleta. Prefeito, vereadores, as irmãs que tinham acabado de chegar, nosso Pe. Moacir Melo, que tinha deixado a paróquia para ser benditino. Infelizmente depois de dois anos ele foi acidentado.I

Queria dizer que, na realidade, eu amo Ubajara. Deixei minha casa, meus pais, minha família para servir primeiramente lá em Groairas, Senador Sá, Pitombeira, depois vim a Frecheirinha onde passei seis meses, e aqui estou a serviço da paróquia do nosso município. Entre a Paróquia e o município deve haver um intercâmbio, um casamento, uma compreensão. A Festa de São José que está sendo realizada no mês de agosto é muito bom porque é a mesma época das festividades sociais do dia do município.I

Tomas Filho –  Monsenhor, muitas transformações desde que o senhor chegou aqui?I

 Monsenhor – Naturalmente. São cinquenta anos, é uma existência. Achei muito interessante uma faixa que vi ali no centro da cidade, que falava “Linda dama, quanto mais madura, mais exuberante se revela”. Isso é a questão de nossa vida. Nossa vida tem que ser motivo de alegria e de paz. À medida que os anos vão passando não podemos ficar na tristeza e se queixar, o pensamento da gente deve ser sempre otimista. Ubajara foi feita com privilégios especiais. Ubajara dependia de Ibiapina e então aqueles primeiros senhores como José Rufino Pereira, Joaquim Lopes Freire, Joaquim Mulato, eles fizeram a doação de um terreno ali na paróquia. José Rufino era o avô do Domício Pereira, outro ícone da nossa cidade. Eles foram a Ibiapina falar com o vigário, pois Ubajara estava crescendo e queriam fazer uma capela para ser o centro de oração desse povo, que começava a se concentrar mais e mais. E assim eles fizeram a doação daquele terreno. E então, qual seria o padroeiro? Sabemos que existe uma ligação muito grande entre Granja e Ubajara. O padroeiro de Granja é São José e Ubajara, antes de ser município, abrigou as famílias de Manoel Luis Pereira, Cosme Fernandes do Rêgo, no Pitanga, Jaburuna, que era a Pavuna naquele tempo. Depois os Soares, que vieram do Jaguaribe, Francisco Soares e Silva e dois irmãos, ficaram no Buriti, depois vieram outras famílias, dos Pierres da Meruoca, os Pereira de Granja, tinha lá o pessoal do S. Bahé Macedo, os Furtados, de Campo Grande, que hoje é Guaraciaba, os Cavalcantes, os Oliveiras, Zuza Vasconcelos, parente do Prefeito, os Cunhas, e várias outras famílias. Pois bem, os Pereiras que casaram com moças de Granja e constituíram família aqui, se uniram com os Soares e esse laço de Granja veio para cá, o que influenciou para a escolha do Padroeiro São José e vimos que era justo, pois São José foi um home dístico. Não basta a gente querer buscar a paz, essa paz deve estar vindo da justiça, então tem que haver justiça, tem que haver respeito mútuo, tem que haver cidadania, o pobre, o rico, todos se respeitando. São José é um homem justo e através dessa justiça ele nos traz a paz.I

 Tomas Filho –  Monsenhor, qual o papel da sociedade na Igreja Católica?I

 Monsenhor – Hoje nós temos a CNBB, estamos comemorando 100 anos de Dom Helder Câmara, a igreja procurar trabalhar a diminuição desses vícios, como a questão da embriaguez, do aultério, dos homicídios, das intrigas. Existe uma igreja doméstica. A nossa casa é uma igreja.I

 Tomas Filho – O senhor é filho de Ibiapina, mas tem ubajaridade no coração. Como o senhor vê essas tranformações ao longo desse tempo, na sociedade, na igreja?I

 Monsenhor – Bom, nós estamos num mundo imperfeito desde o começo do mundo. Tinha o novo Adão e o velho Adão, o que fracassou, foi desobediente. Depois veio o mistério da encarnação, em que nosso Pai celestial mandou o que tinha melhor dentro de si, o verbo, que é a palavra que se tornou homem. Convivemos com dificuldades. A igreja católica é divina nos seus ensinamentos, mas ela também é humana com os seus dirigentes. Você sabe que existem até papas que fizeram tolices, sacerdotes que já escandalizaram a sociedade. Temos que ter maturidade para reconhecer que a perfeição está lá na eternidade. Acho muito bonito o trabalho do Padre Fábio de Melo, ele me parece um homem sério e com grande entusiasmo, isso é preciso. A juventude gosta da força da música, da mensagem, então vamos abraçar aquilo que é bom e que vai trazer o bem para a humanidade. A igreja tem que usar de meios modernos. Não sou muito de entusiasmo, mas respeito muito a Renovação Carismática. I

Tomas Filho –  Monsenhor, eu tive a oportunidade de conversar com um grande amigo seu, que é o Padre Sadoc, e ele estava me dizendo que a Igreja precisa muito da juventude e a renovação vem através de pensamentos novos. Às vezes a igreja católica tem o pensamento muito arcaico. O senhor também concorda com isso?I

 Monsenhor – Sim. Para novos tempos, novos métodos. É preciso que se possa dar os espaços necessários. Jesus Cristo disse: Eu vim para servir e não ser servido. A igreja deve cuidar dos jovens. Religião vem da palavra ligação, religare.I

 Tomas Filho – Só para concluir, eu queria que o senhor deixasse diretamente aos políticos um pedido seu. Um pedido do Monsenhor Tarcísio para os políticos de Ubajara.I

 Monsenhor – Muito bem. O homem é um composto de corpo e alma, é uma realidade só. Acho que o administrador deve ser um bom político. Acho importantíssimo a gente poder ter a memória. Antigamente não havia salário para os vereadores, eles eram pessoas que prestavam serviço livremente, agora eu queria lembrar que nesses 94 anos de Ubajara, queria que as escolas, todos, lembrassem da história, como foi que aconteceu. Lembrei aqui da lei de 1915 do coronel Tibúrcio Gonçalves de Paula, que ocupava a presidência da assembléia. Naquele tempo Ubajara era chamada Atenas Ibiapabana. Seu Hemetério Pereira chamava ali a Casa dos Magalhães de O Ninho das Águias, Ubajara tem isso na sua história. Tinha as tertulhas literárias. Manuel Miranda ia muito na casa de Antônio Pereira, os jovens conversavam, buscavam pela emancipação. Pedro Ferreira de Assis, ele quem deu a posse a Pergentino Costa, primeiro prefeito. Devemos lembrar dos primeiros vereadores, do Prudêncio Furtado, que era presidente da câmara, Juvêncio Pereira, ele quem construiu esse prédio onde é a Prefeitura. João da Cunha Freire, Eudes Cunha, Francisco Bahé Macedo, Antônio José Pereira, que é o pai do Domício, José Furtado de Melo, Moiséis Bispo de Lima, Salustiano Ferreira de Almeida, único do Araticum, primeiro Distrito de Ubajara. Devemos sempre lembrar de nomes como Oscar Magalhães, Raimundo Magalhães. Nossos governantes tem que ter esse cuidado, arrumar essa cidade mais e mais para que ela posssa ser essa casa que a gente quer bem, a união entre a igreja e a prefeitura deve haver, naturalmente a independência. Importante o poder da imprensa, o poder do jornal, o poder da rádio. Vamos unir tudo isso pra um mundo melhor. Agradeço a oportunidade dessa entrevista. Seja louvado nosso Ubajara e que possa crescer mais e mais.I

 

 

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11 تعليقات »

  • AURICÉLIO COUTINHO said:

    Queridos conterrâneos

    Gostaria de parabenizar à rádio Club FM, pela iniciativa de entrevistar o nosso querido Monsenhor Francisco Tarcísio Melo. Sem dúvidas, uma aula de história.Ubajara precisa resgatar histórias como as que contou o Monsenhor. Continuem nesse caminho e entrevistem cada vez mais ubajarenses que possam nos ensinar com as suas histórias de vida.

    Um forte abraço

  • Clarindo said:

    Quando puderem transmitam um abraço meu a Mons. Tarcísio!

  • Alexandre said:

    Parabenizo a brilhante iniciativa de convidar Mons Tarcísio para essa rica entrvista. Pesosas como nosso querido Monsenhor devem ser lembradas para tornar mais viva nossa história..

  • regina said:

    Excelente a entrevista com o Monsenhor.Ubajara deveria se orgulhar de poder contar com uma pessoa tao culta e com tao grande consciencia social e politica.Para mim Monsenhor Tarcisio foi,e’ e sera’ sempre o maior exemplo de cultura viva em Ubajara.Que Deus o conserve por muitos mais anos entre a comunidade Ubajarense.

  • reiwritruttari said:

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  • mateu gomes said:

    um grande abraço ao padre tarcísio,ele a 20 anos fez a minha primeira cumunhão,la na igreija do bairro monte castelo.muito anos de vidas e muita saude

  • Vigevando Araújo de Sousa said:

    Gostei muito da entrevista com o Monsenhor Tarcísio; nuito bem colocadas as suas palavras. Este homem é muito sábio e de pensamento progressista. Muita abertura por parte dele quando afirma que a Igreja precisa se renovar. “Concordo plenamente!” Precisamos renovar esse Igreja com novas idéias, com novas formas de ver e solucionar os problemas que a sociedade relativista e secularista nos coloca. Devemos contribuir para uma sociedade mais educada para o exercício da reflexão; que é em parte papel da Escola, mas não somente. A Igreja também pode e deve esclarecer, iluminar a inteligência de muitos que não se descobriram como protagonistas de sua própria história. Precisamos, como bem falou o Monsenhor Tarcísio, de uma sociedade que saiba ser politizada, que devemos entendê-la no sentido próprio da palavra grega Polithéia, isto é, a coisa pública. Valorizar o que é nosso. Política que não se pode confundir com politicagem, ou movida a interesses particulares, mas propriamente no sentido amplo de discussões que levem ao “Bem da Cidade (Polis), ao “Bem Comum.”

  • marcos aguiar said:

    marcos sao paulo

    Boas lembraças do mons tarcisio batizado,1conmunhao, crisma foram com ele

  • AURICÉLIO FERREIRA said:

    Nossa terra está cheia de pessoa que são verdadeiras relíquias de nossa história. O monsenhor Tarcísio é uma prova disto e nos mostra com tal primor que a muitos históriadores falta tamanha precisão nos fatos e memórias.Temos orgulho de ter um filho de nossa amada cidade, tão empenhado neste caminho maravilhoso, que é o caminho divino.

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