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Lendas da Gruta

Lenda do Cabloco Pendurado

Primeira versão

Esta está relacionada à “Pedra do Pendurado”, formação rochosa que se assemelha a um corpo humano, localizada próximo a uma gruta do Morro do Pendurado. Os antigos acreditavam tratar-se do corpo de um cabloco encantado pela iara – mãe d’água. “Conta-se que depois de seduzido, a mulher desapareceu, mas o cabloco continuou encantado e apaixonanado e todo dia voltava ao local na tentativa de encontrar o buraco ou fenda onde a mulher desaparecera. O cabloco estava tão encantado com a beleza da mulher que foi escalando a rocha por sobre as pedras até atingir uma grande altura, quando por descuido, escorregou do local onde se encontrava e, no momento em que caía do penhasco para uma morte certa, apareceu repentinamente a bela mulher, compadecida de seu sofrimento e da insistência em encontrá-la. Com seus poderes sobrenaturais ajudou-o a se segurar com as mãos nas saliências rochosas, ficando seu corpo suspenso no ar. Diante de tanta devoção e demonstração de coragem, desejo e amor, a bela resolvera levá-lo para sempre para o interior de sua morada, arrancando o seu espírito e deixando o seu corpo pendurado e petrificado para sempre no rochedo.I

 

Lenda do Cabloco Pendurado

Segunda versão

À esquerda da Gruta surge no cimo da rocha um cabeço negro com a parte oriental pendente de grande altura, onde se vêem duas pequenas saliências, que os moradores chamam “Cabloco Pendurado”, em razão da semelhança que têm aquelas pedras finas com o tronco e pernas de um homem. Conta-se que um desgraçado andando por ali a caçar, numa noite de sexta-feira, escapara do alto, e estando ainda amolecida a rocha, ficara para sempre preso pelas mãos, e que em noites do mês de novembro o rochedo do suplício resplende como coroado de coruscante auréola. Lenda da Iara Uma índia muito formosa que se chamava “Iara” – senhora, vivia na Gruta. Um dia ela se apaixonou por um índio que vogava por àquela plaga. O pajé muito obcecado por ela, pôs um feitiço no índio e transformou-o em pedra. Iara de tanta tristeza aos poucos foi definhando e suas lágrimas formaram um riacho, no interior da Gruta; porém quando o rude pajé-feiticeiro faleceu, ela pôs o seu amado índio petrificado no tal riacho. Não se passara muito tempo até que a magia do amor juntamente com os mistérios místicos da Gruta lhe restituísse novamente a vida. Ambos, assim viveram felizes na Gruta, por longos anos… Lenda dos Pombos Há tempos atrás, dois jovens que viviam na Gruta eram muito apaixonados e felizes. Seu amor era tanto que se um ficasse distante do outro, mesmo que fosse por pouco tempo, logo o pranto orvalhava-lhes a face; todavia só viviam a contemplar o amor que os uniu no seio da vida… Certo dia, uma feiticeira muito perversa e odiada por todos que a conheciam, viu-os a se enamorarem na Gruta. Súbita, sua reação como lhe era peculiar, foi terrífica – exigira o amor do mancebo, e ao que este recusou, ela pôs um feitiço em ambos transformando-os assim em dois pombos. Um, ela aprisionou na decantada “Gruta”, o outro na Furna do Araticum. Com o passar dos tempos, ela morreu e, desde então – em toda manhã do último dia do ano, voa um casal de pombos brancos em direção à Furna do Araticum, voltando a recolher-se ao cair da tarde.I

 

Lenda da Gruta 

Um casal aborígine, Ubiraçu e Araci, que só viviam para a suprema felicidade, sendo Ubiraçu de Sete Cidades – PI e Araci de Ubajara – CE, sempre em cada manhã, da véspera de lua cheia, a qual chamavam, “lua das flores”,encontravam-se na “Gruta” e lá permaneciam até o nascimento da lua nova. Depois do arroubo de sentimentalismo, ambos retornavam a seus lares, com a doce reminiscência do amor pulsando em seus corações apaixonados e a alma inebriada de eterna paixão…” ambos retornavam a seus lares, com a doce reminiscência do amor pulsando em seus corações apaixonados e a alma inebriada de eterna paixão…I